O PORQUÊ DAS COISAS…

              MOMENTO LITERÁRIO…MOMENTO POEMA…MOMENTO EU

Hoje, especificamente hoje, não sei o por quê, andei pensando sobre as coisas que tanto amo…
Digo coisas porque não se referem sempre a pessoas, mas sim o que elas provocam…
Tentei me lembrar de quando por exemplo passei a gostar de poesia, ouvir ópera e gostar absurdamente de Roberto Carlos.
Acredito que ao ouvi-lo entro em uma viajem detalhada sobre meu passado.
Como um filme em preto e branco revejo em minha mente todos os momentos, os bons, os emocionantes, os tristes, e principalmente os saudosos… 
É uma viajem no tempo com direito a imagens reais e outras puramente imaginadas…
Sinto o cheiro da infância que me lembra doce de coco e pirulitos coloridos…
Lembro-me de quando era criança, muito pequena, família reunida, e meu avô feliz.
Talvez seja isto que me marca tanto, nos momentos alegres lá estava o Roberto, nos momentos tristes lá estava minha mãe cantando as mais melancólicas, na minha adolescência lá estava ele me contemplando com suas canções de amores perfeitos, quais eu jamais saberia que nunca iriam existir…
Sinto ao ouvi-lo uma emoção que me trasborda, me fazendo assim entrar em contato com o que eu tenho de mais verdadeiro.
Sou pura emoção, numa mistura quase que insana de alegria, tristeza e saudade…
E com a ópera é a mesma coisa…
Algo me toca de forma única, sinto meu corpo tremer e vibrar ao som de cada nota e melodia, e uma emoção não contida jorra de dentro de mim…
Não sei a razão, talvez tenha a ver com lembranças de outras vidas ou o sonho visceral de conhecer a Itália, meus ancestrais, minha descendência, minha história.
Alguma coisa deve estar escondida em meio as vielas românticas de Roma ou Veneza e , isto só saberei quando assim puder estar lá…
E no meio de tudo isto veio a poesia, como uma forma de expressão do meu mais puro sentimento, onde os pensamentos não possuem uma ordem ou uma razão por assim dizer.
E como diz Ruben Alves, a poesia é exatamente o que não somos…”Sou um fingidor, o que escrevo é melhor que eu, o texto é mais bonito que quem o escreve.”
E a poesia para mim é assim também…
“Não é uma expressão do ser do poeta. A poesia é uma expressão do não ser do poeta.
O que escrevo não é o que eu tenho…É o que me falta
O corpo é o lugar onde moram as coisas amadas que nos foram tomadas, presença de ausências, daí a saudade, que é quando o corpo não está onde está… 
O poeta escreve para invocar essa coisa ausente. Toda poesia é um ato de feitiçaria cujo objetivo é tornar presente e real aquilo que está ausente e não tem realidade.” Ruben Alves

 “E assim procuro minha luz verdadeira e minha paz tão desejada”

Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Dos motivos escondidos
Na razão de estar aqui


As perguntas que me faço
São levadas ao espaço
E de lá eu tenho todas
As respostas que eu pedi

Quem me dera que as pessoas que se encontram
Se abraçassem como velhos conhecidos
Descobrissem que se amam
E se unissem na verdade dos amigos

E no topo do universo uma bandeira
Estaria no infinito iluminada
Pela força desse amor, luz verdadeira
Dessa paz tão desejada 

Pensamentos que me afligem
Sentimentos que me dizem
Dos motivos escondidos
Na razão de estar aqui

E eu penso nas razões da existência
Contemplando a natureza nesse mundo
Onde às vezes aparentes coincidências
Têm motivos mais profundos

Se as cores se misturam pelos campos
É que flores diferentes vivem juntas
E a voz dos ventos na canção de Deus
Responde todas as perguntas

Roberto Carlos

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